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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A batalha das formigas

Foto: Ana Maria Coutinho - Arte do Aluno Jorge - Turma de 2010 
(Pintura em guache) 
Havia no jardim uma colônia de formigas, elas eram muito organizadas e viviam sob o comando da rainha Formissora.
Formissora era uma rainha muito dedicada, amiga e conselheira, porém era exigente e queria que todos cumprissem bem suas tarefas. Ela dividia os grupos de trabalho e nomeava uma líder para cada equipe.
A Formisa Hellen liderava o grupo 1, Formijaíze era a líder do grupo 2, Formirrafaela estava na liderança do grupo 3 e Formiluciana no grupo 4.
As formigas operárias trabalhavam satisfeitas carregando as folhas, frutos, flores e os grãos para o formigueiro. Diariamente, enquanto seguiam o caminho da horta, elas cantavam assim:
 “A formiguinha corta a folha e carrega, quando uma deixa a outra leva.”
Os soldados (as formigas machos) tem como função defender suas colônias, eles  se agrupam em pelotões. Cada pelotão também tem o seu comandante: Pelotão 1 Soldado A. Arizona; Pelotão 2, Soldado A. Carlos; Pelotão 3, Soldado Gabriel; Pelotão 4, Soldado J. Carlos; Pelotão 5, Soldado J. Víctor; Pelotão 6, Soldado J. Werick; Pelotão 7, Soldado Luciano; Pelotão 8, Soldado Wállysson e pelotão 9, Soldado Welton.
Um dia, as operárias estavam voltando para casa, à tardinha, quando de repente foram atacadas por formigas voadoras valentes. As formiguinhas gritavam: Socorro! Socorro! Até que a cigarra que estava na copa de uma árvore ouviu e emitiu um alto sinal de alerta.
Os soldados do pelotão 3 estavam  próximos e marcharam para lá, mas as formigas voadoras eram muitas e ferozes e os soldados estavam perdendo a batalha, a cigarra continuou a emitir o sinal, logo todos os pelotões chegaram e derrotaram as formigas invasoras que bateram em retirada e paz voltou a reinar no formigueiro da rainha Formissora. As formiguinhas felizes cantavam:
“A formiguinha corta a folha e carrega, quando uma deixa a outra leva.”

(Texto escrito para a turma do Se Liga - 2012 e utilizado como incentivo à leitura e resolução de situações-problemas. )  

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Que eu não me perca de mim.... Porque no tempo já me perdi....


Abri o portal da memória
À procura da criança que fui.
Eis que me deparo com o presente
Entrelaçando-se ao tempo e a história.
E a criança? Permanece ausente...
Estará no passado perdida?
Aprisionada no tempo?
Atrás do portal escondida...
A criança não existe mais,
Saiu porta e mundo a fora.
Sentimentos tais quais a parede...
... A casa, o portal... Em ruínas, agora. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DÉCIMO SEGUNDO JULHO

De tudo que tecemos juntos... o mais precioso foi laço de amizade!


Anos após anos, o aniversário da nossa União é divulgado... Assim foi o primeiro, o segundo... E de repente o décimo segundo. 
Em diferentes textos jornalísticos, ano a ano, eram elecandos os feitos da entidade, que iam de realizações de saraus até lançamentos de livros...
Lembro-me com saudades do pequeno grupo de sonhadores seminômades, formado por experientes escritores, novos talentos e adolescentes*balzaquianas... que um dia se reunia na mesa de bar, no outro dia, na casa de um componente, não importava o espaço, o importante era sempre entrelaçar os fios na teia de sonhos.
O grupo agregou muitos adeptos à palavra escrita e se tornou numeroso, entretanto, alguns foram procurar seus destinos em outras paragens, assim veio  uma sucessão de adeus... 
A princípio lamentava um a um que, com sua mala cheia de sonhos, deixava nossa Picos querida, e só depois de muito tempo com o serenar da saudade consegui perceber uma verdade inalienável: a tessitura continua Marta e Ronaldo tecem versos do Ceará, Firmino e João Benvindo de Minas Gerais, Marconi Barros do Tocantins, Deisy de São Paulo, Tarcisio Coelho do Pará.
Ficamos nós: Édio, Vilebaldo, Egito, Eliana... e eu, tecendo versos, sonhos e saudades... Silenciosamente meus cabelos foram embranqueando, o espírito de aventura diminuindo, a vontade de correr atrás dos sonhos se extinguindo, e os versos sumindo.
Não me dei conta de uma dúzia de julhos passados, uma dúzia de rosas, e nem seiquantos espinhos, só  que quando o Édio comentou comigo desta data me bateu uma saudade! Saudade até de quem eu era nos tempos de UPE. Foi então que comecei procurar um verso, ou outro e não encontrei. Chamei as palavras para tessitura de um texto, porém elas fugiram... Coligi alguns fios de reminiscência, para evidenciar o apreço que tenho por verdadeira união.
Pensei, pensei de novo, refleti sobre todas as realizações da UPE, e conclui: De tudo que tecemos juntos, o mais precioso foi o laço de amizade.
P.S. Edivan Araújo foi à nossa capital teceu versos e vida, mas, retornou graças a Deus.
( Texto escrito em julho de 2011)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quando o sol se por...


Quando sol se por na minha vida
Que os olhos dos meus filhos sejam os últimos  raios solares que meus olhos possam contemplar 
E os de Maria os primeiros a me guiar.
Quando o luar se fizer companhia eterna quero que o canto lunar seja entoado apenas por aqueles que me amaram a luz do sol.
Dispenso aqueles rituais vazios de sentimentos e repletos de hipocrisia de muitos que a esses comparecem apenas para alimentar a curiosidade e disseminar falácias fúteis e maldosas.
Na intimidade dessa transição dispenso alegorias vãs e lamentações.
Vivi, lutei, amei, fui amada perdi e ganhei ... 
Ganhei mais do que perdi. 
Deus me deu mais do que pedi
A melhor família, os melhores filhos e mais sinceros amigos.
Missão cumprida, hora da partida!
Celebremos a Deus, ao amor e a vida!   
Se a minha vida não foi plena  
Que a passagem seja alegre e serena!
Que meu epitáfio seja apenas: "Meus filhos, meu melhor poema!"
Que a marcha fúnebre seja: “Ando  devagar porque já tive pressa e levo este sorriso porque já chorei demais” (Tocando em frente e Ana bonita de Almir Sater)
Que o brinde seja de uísque ou  vinho. 
Animem-se, vivam brindem...
Deixem que eu siga feliz o outro caminho...
Apenas quando o meu anoitecer naturalmente chegar... 
O sol se por no meu viver...
Por enquanto, deixemos amanhecer, entardecer e o sol brilhar!
Sigo tranquila o meu perene caminhar
Tenho duas razões para viver
Thiago e Theógenes 
Dois amores para amar
Ana Maria Coutinho Feitosa
Foto: Mayra Coutinho

Foto: Mayra Coutinho
Foto: Mayra Coutinho
P.S. Antonio Benevaldo dos Santos tem todas as informações necessárias, caso, esse anoitecer se adiante.